Escola Secundária D. Sancho II

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Guias do utilizador

 

 

Como Estudar

Introdução

         Para muitos alunos, estudar consiste simplesmente em ler ou reler apontamentos tirados nas aulas, ler ou consultar manuais e realizar os trabalhos de casa. Devido ao impacto que o estudo tem tanto no desenvolvimento individual como no desenvolvimento de uma sociedade, uma quantidade apreciável de trabalhos têm posto em evidência uma série de factores determinantes não só para a realização como para a melhoria da eficácia desta actividade. O objectivo deste guião consiste em realizar o levantamento de diversos comportamentos e procedimentos que desempenham um papel fundamental no estudo.

A vontade de estudar

        O principal motor do estudo é sem dúvida ter vontade de estudar. Estimular, cultivar esta vontade, pode passar por várias acções, como por exemplo, discutir este assunto com pessoas mais experientes, mais próximas ou de maior confiança. Reflectir sobre o que nos irá proporcionar o estudo será certamente estimulante. Compreender, a partir de exemplos recolhidos no meio em que estamos inseridos, em que medida o estudo contribuiu para o seu sucesso. Constatar que quem investiu no estudo tem acesso a profissões menos desgastantes, aufere melhores rendimentos, tem acesso a melhores condições de vida, e tem portanto uma melhor qualidade de vida, não numa perspectiva meramente materialista mas sim numa perspectiva de realização pessoal, consiste numa importante motivação para nos incitar a investir nesta actividade.

Factores biológicos

        Vários factores de ordem biológica desempenham um papel determinante para nos sentirmos com disposição não só para o estudo como para qualquer outra actividade:

ter uma higiene pessoal cuidada;

ter o sono em dia;

ter uma dieta suficiente e equilibrada;

praticar regularmente exercício físico;

cuidar da saúde.

Factores psicológicos exteriores

        Outros factores de ordem psicológica e com origem na comunidade em que estamos inseridos também exercem um estímulo importante para encararmos o estudo com optimismo e entusiasmo:

estarmos inseridos num ambiente familiar estável;

sentirmos que expectativas positivas e optimistas são criadas relativamente ao esforço que desenvolvemos;

sentirmos o carinho, a empatia e o empenho da comunidade a que pertencemos no nosso desenvolvimento pessoal;

sentirmos que a nossa aplicação, os nossos esforços e os nossos progressos são apreciados e encorajados.

Abordar as tarefas de forma correcta

        Algumas posturas individuais perante a forma como abordamos as tarefas, também são determinantes no que diz respeito à concretização da sua realização:

abordarmos as tarefas que vamos realizar confiantes na sua conclusão;

sermos realistas na sua projecção, organização e realização;

sermos capazes de não adiar o início da sua realização;

evitarmos de guardar a sua realização para a última da hora;

empenharmo-nos no respeito do compromisso adquirido;

adquirir o hábito de acabar o que foi começado.

A capacidade de organização em auxílio do estudo

        Subjacente a qualquer actividade, estudo incluído, a organização desempenha um papel preponderante no que diz respeito à prossecução e/ou eficácia da sua realização.

Assegurarmo-nos que entendemos correctamente as tarefas que nos propomos realizar,

Avaliarmos correctamente o prazo durante o qual essas tarefas serão realizadas.

Escolhermos o momento adequado para a sua realização.

Escolher o local apropriado para a sua realização,

Preparar previamente todos os materiais que vamos necessitar antes da sua realização.

Antes de ir para as aulas

        Verificar que dispomos de todos os materiais necessários para assistir às aulas tem um impacto directo sobre as actividades que iremos realizar. Dispor do manual adoptado vai permitir seguir as indicações do professor, realizar a análise de documentos, realizar testes formativos ou exercícios e vai, portanto, conferir a possibilidade de ter uma participação mais activa e dinâmica. Dispor do caderno de apontamentos vai permitir ficar com um registo do que foi tratado durante a aula. Nos dias de aulas de Educação Física ter o calçado apropriado evitará danificar o piso especial dos ginásios ou os materiais utilizados e dispor do equipamento apropriado permitirá participar nas actividades. Nas disciplinas que recorrem a laboratórios ou a oficinas, o uso da bata servirá para proteger o vestuário mais sensível e também mais confortável do dia a dia.

O comportamento em auxílio do estudo

        Para aproveitar ao máximo a matéria que está a ser tratada, alguns tipos de comportamentos e de acções são desejados:

       Destacaria a necessidade de contribuir para um ambiente propicio para o estudo; Adoptar as normas em vigor na escola assim como aquilo que é designado por "as boas maneiras" ou algo tão simples como o respeito mútuo, melhora não só a relação aluno-professor como a relação aluno-aluno e contribui globalmente para um ambiente propício à interacção e ao desenvolvimento pessoal.

A atenção em auxílio do estudo

        A atenção, ou a concentração, desempenham um papel fundamental nos processos de aprendizagem, no estudo, ou em qualquer actividade permitindo que a sua realização seja mais fácil, mais rápida e mais proveitosa. Consistem na capacidade de nos fixarmos sobre uma determinada acção e dependem de vários factores de ordem psicológica, física e ambiental mas sobretudo supõem uma tomada de decisão e o exercício da força de vontade. Para conseguirmos alcançá-las temos de ser capazes de as manter ao longo da realização da tarefa escolhida. Temos de conseguir identificar as diversas fontes de distracção que perturbam a sua realização de modo a sermos capazes de as afastar:

        As principais consistem em: pensamentos alheios à acção escolhida, ambientes com muita animação ou barulhentos e factores que estimulem os sentidos como música, programas de rádio ou de televisão.

        Várias tradições contemplativas inicialmente criadas com o objectivo de alcançar níveis de consciência particulares, criaram um conjunto de técnicas que visam a desenvolver a concentração. Todas consideram que um ambiente calmo, uma respiração tranquila e uma postura corporal confortável consistem num importante auxílio para a concentração.

Gerir o tempo

         Intimamente associado à competência de organização, uma correcta gestão do tempo desempenha um papel de primeira importância nas tarefas que temos de realizar ao longo do dia. É do conhecimento geral que o instrumento de que dispomos para o organizar consiste na elaboração de um horário. Para conseguirmos desenhar o horário a partir do qual vamos conseguir dominar os diferentes momentos do dia, temos de realizar uma lista de todas as actividades que ocupam um tempo significativo. Essa lista deverá comportar os elementos seguintes:

-as refeições diárias

-o horário escolar

-um mínimo de oito horas de descanso diário.

-as actividades extra-escolares (aulas de música, treinos de desportos, cursos de línguas etc.)

-tempo de lazer (convívio, leitura, séries televisivas, videojogos etc.)

-trabalhos de casa e estudo.

Algumas considerações bastante importantes têm de ser respeitadas na realização desse horário:

        No que diz respeito aos momentos de estudo, vários trabalhos põem em evidência que a sua duração, não deve exceder os quarenta minutos visto que a partir desse prazo a fatiga e a saturação exercem uma quebra importante no rendimento. Caso as tarefas a realizar tenham de exceder esse período, deve ser prevista uma pausa de descanso de uma dezena de minutos. Durante esta pausa serão evitadas ocupações que sejam muito motivadoras de forma a não fazer perder a vontade de retomar as tarefas pendentes.

        Por outro lado, estes momentos de estudo nunca devem ser colocados imediatamente a seguir a actividades que exerçam uma motivação muito forte como a que está implícita em jogos de consola ou de pc por exemplo.

        Outros trabalhos também insistem sobre a necessidade de programar sempre à mesma hora, ao longo dos diversos dias da semana, o momento em que nos vamos dedicar ao estudo.

Bibliografia

 

Ensinar a estudar aprender a estudar

Armanda Zenhas, Carla Silva, Carlos Januário, Cláudia Malafaya, Isabel Portugal Porto editora

 

http://www.uc.pt/fctuc/ceip/metodos_estudo/atencao

http://www.uc.pt/fctuc/ceip/metodos_estudo/gestao_tempo/

http://familia.sapo.pt/crianca/saude_e_seguranca/mae_ideal/1010775.html

http://www.isla.pt/isla/ServicosApoio/Aconselhamento/Estudar/estudar.htm

 

 

Autor          

Jorge Rodrigues da Costa

Contacto

biblelvas@hotmail.com

Data                                       

05 de Março de 2010

Revisão                                                              

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